EFEITOS

  EFEITOS PRIMÁRIOS 
Hiperoxigenação 
Efeitos Mecânico devido o aumento da pressão
De acordo com a lei de Boyle - Pv = K ou seja P = 1/V . 0
O conhecimento deste fato permite a aplicação em situações tais com: 
- Embolia gasosa
- Doença do mergulhador

EFEITOS PRIMÁRIOS
Hiperoxigenação
Pressão Alveolar de Oxigênio pode ser conhecida de seguinte maneira:
PA = (Pb – Pv) x Fio2 – pac02
PA – Pressão de Alveolar
Pv – Pressão de Vapor (Pv nas aéreas é igual a 47 mmhg)
Pb – Pressão Baromédica (1 atmosfera é igual a 760 mmhg ao nível do mar)
Fi02 – Fração inspirada de Oxigênio (100%)
Assim, um paciente submetido a 3 atmosfera de pressão:
PA = ((3x760) – 47) x 100% -40
PA = 2.193 mmhg
O aumento do Oxigênio dissolvido no plasma é 0,3v % para mais de 6.0v %

EFEITOS SECUNDÁRIOS
Vasoconstricção 
A exposição ao oxigênio hiperbárico resulta em vasoconstricção generalizada, entretanto a oxigenação tissular é mantida em níveis satisfatório devido ao aumento de O2 dessolvido plasma. Estudos tem demonstrado que esta vasoconstricção é da ordem de 20%
Aplicação clinica atribuídas a este efeito podemos citar: - Síndrome do esmagamento e queimados.
Proliferação de Fibroblasto
Proliferação de fibroblastos, bem como a síntese de colágeno são processos oxigênio dependente. A cicatrização de feridas diminui marcadamente quando a paO2 tissular cai abaixo de 30mmhg.
Neovascularização 
A angiogenese é estimulada pela hipoxia. Período de hipoxia aumenta a atividade fibroblástica. Assim a hipoxia seguida imediatamente de período de hiperoxia, constata-se um aumento da rede capilar tanto em número com em diâmetro.
Aplicações clinicas para a neovascularização: - Enxertos e retalhos, osteoradionecrose. Inibição/Inativação de produtos de toxinas.
Oxigenoterapia Hiperbárica tem demonstrado ser eficaz na inibição da produção da Alfa Toxina Clostridial. É também efetivo em inativar toxinas circulantes.
Grande aplicação clinica encontra-se nos casos de Gangrena gasosa . Sinergismo com os Antibióticos
Aminoglicosidios e Anfotericina B necessitam em ambiente rico em O2 para transporte através de membranas celulares.

EFEITOS ADVERSOS DA OXIGENAÇÃO HIPERBÁRICA 
Os principais efeitos indesejáveis da oxigenação hiperbárica ocorrem no sistema nervoso central e aparelho respiratório.

No SNC: 
- Excitabilidade
- Convulções

No Aparelho Respiratório:
- Dor Retroesternal
- Tosse Seca
- Hemorragia em vias aéreas superiores 

Estes efeitos adversos aparecem com pouca freqüência na prática clinica, pois estão ligados a exposição prolongadas ao ambiente hiperóxido e pressões elevadas, que não usamos rotineiramente. 

EFEITO ANTIBIÓTICO: a própria situação de hiperóxia criada pela OHB proporciona ação bactericida, bacteriostática, fungicida e fungostática; aumentando também a ação dos macrófagos. Ocorre sinergismo importante entre essa situação de hiperóxia e a maioria dos antibióticos, principalmente com os aminoglicosídios, cefalosporinas, cloranfenicol, clindamicina, vancomicina.

EFEITO OSTEOGÊNICO: em tecidos ósseos comprometidos, ocorre uma melhor atividade dos osteoblastos.

EFEITO ANGIOGÊNICO: sabemos que o estímulo para a neovascularização se faz pela situação de hipóxia, porem entre uma sessão e outra de OHB se cria uma situação de hipóxia relativa, sendo este o estímulo para a angiogênese.

EFEITO MÚSCULO-PROTETOR: ocorre proteção de toda musculatura estriada envolvida no processo patológico, com diminuição no acúmulo de lactato.

EFEITO VASOCONSTRICTOR: efeito próprio da hiperóxia, resultando em diminuição do edema criado pela vasoplegia. Devemos ressaltar aqui, que apesar da vasoconstricção, levando-se em conta a liquefação do oxigênio em nível plasmático, ocorre um incremento muito grande na oxigenação dos tecidos. 

EFEITO ANTIRADICAIS LIVRES: ao contrário do que se pode imaginar, o tratamento com OHB leva a situações protetoras contra a formação em excesso dos radicais livres, com aumento na formação de ATP, diminuindo a marginação leucocitária,etc; como também melhorando a atuação dos "varredores" dos radicais como por exemplo a superóxido dismutase.

EFEITO DE COMPRESSÃO GASOSA: pela lei de Boyle, já mencionada anteriormente, temos o efeito de compressão das bolhas de gás, associado ao efeito de lavagem mais rápida e eficiente dos gases inertes e/ou tóxicos.

EFEITO CICATRIZANTE: em qualquer injúria tecidual onde não seja possível ser atingida uma tensão de oxigênio de pelo menos 40 mmHg, haverá um comprometimento da regeneração do tecido, como também alteração em sua função e vida. O tratamento coadjuvante com OHB proporciona uma condição excepcionalmente boa para o funcionamento acelerado de todas as células envolvidas no processo de cicatrização, principalmente os fibroblastos.

EFEITO ANTIINFLAMATÓRIO: a OHB terá influência em várias etapas da cascata inflamatória, responsável por inúmeros efeitos danosos a homeostase, fazendo com que essa cadeia seja interrompida.

EFEITO DE ATIVAÇÃO CELULAR: ocorre uma melhor ativação na formação dos macrófagos, através de fatores provenientes das plaquetas, com o fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF), fator beta transformador do crescimento (TGF-BETA), fator ativador das plaquetas (PAF), fibronectina e serotonina. Com a ativação dos macrófagos ocorrerá a síntese de óxido nítrico, que estimula a cicatrização e tem efeito antimicrobiano.

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